Era sexta-feira,um dia comum como os outros,mas com agito e correria,típico de uma sexta-feira antes do final de semana . Saí de casa,com meu guarda-chuva,fui vagar pelo bairro ...
No caminho passei e vi um carpinteiro a capinar,no dia úmido com a sua enxada,a face e expressão daquele homem era de cansaço,mas a minha certeza é que ele estava ali só por um motivo : sustentar sua família .
Passei direto e fui na padaria,me sentei e comecei a comer observando o homem de longe ... Algumas vezes ele capinava e tirava uma foto do seu bolso sujo e rasgado,beijava a foto e voltava ao seu trabalho .
Continuei observando o pobre homem a capinar,e em seguida reparei em uma senhora,seu semblante era feliz e apressado,de um lado da sua mão segurava o telefone,e na outra mão segurava seu guarda-chuva e umas notas de dinheiro ...
Apressada e ofegante,a senhora equilibrou o celular na orelha e fez o gesto de colocar o dinheiro no bolso,mas no gesto,somente algumas notas entraram no bolso da bermuda jeans,e as outras notas se foram ao chão . O carpinteiro virou-se para pegar um saco de lixo,e de repente viu as notas de dinheiro,seus olhos brilharam,mas sem excitar correu atrás da ofegante senhora com as notas de dinheiro na mão,a senhora viu o homem e agradeceu o feito,e em seguida continuou andando e se foi .
O carpinteiro humilde correu e foi para onde estava,começava a capinar e em alguns instantes tirava a tal foto e a beijava .
Quem dera o mundo se todas as pessoas fossem humildes igual aquele pobre carpinteiro ...
Crônica escrita por mim,Taís Botelho.
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